quinta-feira, dezembro 4

Há alturas na vida muito dificeis. Alturas em que se tem de mostrar um certo profissionalismo e seriedade, mas tal tarefa se mostra, de todo, impossível.
Juiz:
-Então diga lá sra. queixosa como é que o arguido a ofendeu?
Queixosa:
-Ele chamou-me nomes feios.
Juiz:
-Está bem. Mas que nomes?
Queixosa:
- Sr. Dr. Juiz mandou-me praqui e prali, chamou nomes à minha mãezinha, disse que eu tinha uma barriga grande e que não me lavava.
Juiz:
-Minha sra. se não for mais especifica não podemos atribuir ao arguido o crime de ofensas, porque do seu depoimento, em concreto, não resultou nenhuma palavra ofensiva.
A senhora coitada, já com uma certa idade, não se conteve...
Queixosa:
- Sr. Dr. Juiz para mandou pro car**** e que me fosse f**** que eu era uma grande filha da p*** e que parecia uma grande porca parideira.

A senhora finalmente ficou aliviada e os presentes não conseguiram suster o riso. Eu já não consegui olhar mais para a sra. e o meu ponto de fixação predilecto passou a ser o tecto da sala.


4 comentários:

Nuno disse...

Lol...Não me digas que estavas a defender o ordinário!!!!

E o tecto, estava em condições ou apresenteva sinais de infiltrações??

Beijinhos.

Eduarda disse...

essa era a queixa??? o que não falta para ai é gente que diz isso e gente que merece ouvir...

Isabel disse...

Nuno,
por acaso só por mero acaso o processo não era meu, o meu era bem mais enfadonho.

Duda,
pois que concordo contigo, mas convém a malta fazê-lo de preferência sem testemunhas

paulo agante disse...

loooooool, consigo imaginar a tua cara :)